Page history last edited by Luciene Sobotyk2 yrs ago
ANÁLISE DOS GRÁFICOS - ENTREVISTAS
Iniciar definindo BRINQUEDO e BRINCADEIRA me parece o ideal:
Brinquedo:qualquer objeto com o qual a criança brinca.
Brincadeira:Ato de brincar; divertimento.
Analisando os dados captados nas entrevistas, percebi que a boneca,a bola,a bicicleta são brinquedos comuns aos alunos e seus familiares.Eles também aparecem como os mais desejados nos dois grupos.Levando em conta que os adultos levavam a mesma vida das crianças,em termos financeiros,não se estranha tais desejos.A diferença é que ,antigamente, um boneca de pano, era uma boneca desejada.Hoje,as meninas querem aquela que chora,ri,faz xixi,anda de bicicleta,etc.A boneca evoluiu,a mídia realça os acessórios, o brinquedo reproduz um adulto em miniatura.Enquanto , antigamente, as bonecas se reuniam para tomar chá,as atuais querem dançar funk,namorar.A brincadeira mudou,apesar do brinquedo permanecer o mesmo.Muda a cor,o tamanho,mas boneca é boneca,bola é bola...
Eu tenho uma boneca de pano feita por minha avó:linda! Guardo como um tesouro e lembro do quanto brinquei com ela e como ,nas vezes em que a levei para a escola( para os meus alunos) para usá-la em alguma atividade,as meninas se encantavam e os meninos achavam estranho uma boneca assim.
Aproveito e entro em outro ponto:em que época se brinca melhor?Voto na opção ANTIGAMENTE.Porque as brincadeiras aconteciam na rua,com os amigos,mexendo na terra,com o pé na grama,mexendo no barro.Hoje devido à violência, ao trabalho dos pais,nossas crianças brincam em frente ao computador,no vídeo game ou brincam de matar um ao outro(reproduzindo seu dia a dia na vila) ou nem brincam,pois precisam TRABALHAR!Cuidam da casa,cuidam os irmãos mais novos...onde foi parar a infância?
Cadê o Vila Sésamo,o sítio do Pica Pau Amarelo sem a cuca sexy,o Clubinho da Criança,tv Globinho que tinha uma apresentadora comum e não um ícone de beleza?
As crianças,apesar de desejarem,ainda,brinquedos iguais aos que os adultos mencionaram,desejam também os brinquedos eletrônicos,como diz na tirinha que aparece em meu slide,brinquedos auto brincantes.Só falta brincarem sozinhos!!
O vídeo game ,games de computador precisam de atenção,raciocínio,é claro mas limitam o espaço físico da criança,faz com que não se socializem porque em sua maioria são jogos individuais.
Podemos salientar como semelhanças os brinquedos que as crianças tinham ou têm e os desejados e como diferenças os tipos de brincadeiras e forma de brincar!mas afinal,qual será a história dos brinquedos? Pesquise: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/infantis/brincarebom/historia.htm
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Comments (2)
Beatriz Magdalena said
at 4:17 pm on Aug 13, 2007
Luciene, teu texto está excelente tanto na objetividade e relação articulada de idéias como no conteúdo. Como a infância de hoje é exigente!!! Não em termos só de trabalho mas em termos de compromissos. Todas as classes sociais tem dificuldades quanto a deixar a criança ser criança.Por isso mesmo, as crianças hoje são, no seu aspecto, adultos em miniaturas. Eu tb votaria por uma infância repleta de brincadeiras como as que tive mas ai fico pensando que não é assim que deve funcionar. Temos que achar brincadeiras que sejam viáveis nesse novo mundo!! Agora é impossível subir em árvore, brincar de se esconder, solto na rua de noite, andar de carrinho de lomba. Portanto, nada de chorar o passado mas criarmos um presente que incorpore a situação atual ao elemento necessário da Infância que é o brincar de forma interativa. Será que a escola não terá que abrir mais espaço para isso? Será que não temos que ter horário para brincar mais além do recreio? Segundo Piaget, na brincadeira se estabelecem as regras de convivência e o julgamento moral se desenvolve. Assim, parece que a escola precisa pensar sobre isso. Um abração
Bea
Daiane Grassi said
at 7:57 pm on Aug 17, 2007
Olá Luciene querida! Como são verdadeiras estas tuas reflexões! Sabe, eu passei por uma transição muito bacana! Eu brinquei! Eu não tive telefone (residencial), nem celular, nem computador na infância! Meu irmão cuja diferença de idade são 7 anos... Não subiu em árvore (pois quando ele nasceu viemos morar em POA e onde moramos, não tem árvores!!!) já nasceu com internet em casa, celular e outras coisas mais... Sempre que eu comento isso com ele, fica horrorizado! Não se imagina sem telefone, sem tecnologia. Hoje, eu também não me imagino! Sinceramente, não sei dizer o que é melhor, o que é pior... Antes ou depois?! Claro que na época eu gostava de "brincar na rua", mas será que se eu tivesse outra oportunidade, eu trocaria?! Tudo tem o seu lado bom e ruim! A grande "sacada" é extrairmos o bom de cada um, não é mesmo? Como você percebe a escola/professor (a) neste contexto? Abraços, Daiane
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Beatriz Magdalena said
at 4:17 pm on Aug 13, 2007
Luciene, teu texto está excelente tanto na objetividade e relação articulada de idéias como no conteúdo. Como a infância de hoje é exigente!!! Não em termos só de trabalho mas em termos de compromissos. Todas as classes sociais tem dificuldades quanto a deixar a criança ser criança.Por isso mesmo, as crianças hoje são, no seu aspecto, adultos em miniaturas. Eu tb votaria por uma infância repleta de brincadeiras como as que tive mas ai fico pensando que não é assim que deve funcionar. Temos que achar brincadeiras que sejam viáveis nesse novo mundo!! Agora é impossível subir em árvore, brincar de se esconder, solto na rua de noite, andar de carrinho de lomba. Portanto, nada de chorar o passado mas criarmos um presente que incorpore a situação atual ao elemento necessário da Infância que é o brincar de forma interativa. Será que a escola não terá que abrir mais espaço para isso? Será que não temos que ter horário para brincar mais além do recreio? Segundo Piaget, na brincadeira se estabelecem as regras de convivência e o julgamento moral se desenvolve. Assim, parece que a escola precisa pensar sobre isso. Um abração
Bea
Daiane Grassi said
at 7:57 pm on Aug 17, 2007
Olá Luciene querida! Como são verdadeiras estas tuas reflexões! Sabe, eu passei por uma transição muito bacana! Eu brinquei! Eu não tive telefone (residencial), nem celular, nem computador na infância! Meu irmão cuja diferença de idade são 7 anos... Não subiu em árvore (pois quando ele nasceu viemos morar em POA e onde moramos, não tem árvores!!!) já nasceu com internet em casa, celular e outras coisas mais... Sempre que eu comento isso com ele, fica horrorizado! Não se imagina sem telefone, sem tecnologia. Hoje, eu também não me imagino! Sinceramente, não sei dizer o que é melhor, o que é pior... Antes ou depois?! Claro que na época eu gostava de "brincar na rua", mas será que se eu tivesse outra oportunidade, eu trocaria?! Tudo tem o seu lado bom e ruim! A grande "sacada" é extrairmos o bom de cada um, não é mesmo? Como você percebe a escola/professor (a) neste contexto? Abraços, Daiane
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